quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aprenda com a Dra. Analisa: saiba mais sobre a maçã



Devido a sua facilidade de cultivo e não sazonalidade, a maçã é das frutas mais consumidas do mundo. Tem uma ampla utilização gastronómica, pelo que pode ser utilizada das mais diversas formas: compotas, em saladas, nos assados, como sobremesa.
Independentemente do tipo escolhido, a maça apresenta inúmeros benefícios para a saúde. Constituída por cerca de 85% de água, a maça auxilia na digestão, possui substâncias anti inflamatórias e cicatrizantes. Possui ainda vitaminas A, complexo B e C e sais minerais como o potássio, fosforo e magnésio.
As fibras presentes na casca, denominada pectina, potenciam a sensação de saciedade, um bom auxílio no controlo de peso e obesidade. Além da saciedade, as fibras da maça são um bom contributo para a função intestinal, assim como no auxílio da redução de doenças cardiovasculares. Além da pectina, a maça possui ainda os flavonoides e os polifenois, substâncias antioxidantes que protegem as células de danos causados pelos radicais livres, retardando o envelhecimento protegendo o organismo de uma série de doenças.
Por isso, com tantos benefícios deve incluir a maça na sua alimentação diária podendo assim disfrutar de todas as suas propriedades e qualidades.

O melhor de dois mundos à mesa




Sempre que abro a porta da minha casa os meus convidados vestem a pele do bon vivant madeirense. Cá em casa respiram-se ares insulares. Quem nunca foi à ilha não conhece um dos sítios onde se come melhor em Portugal. No top dos meus favoritos estão aleatoriamente Trás-os-Montes, Madeira e Alentejo.
Assumi há meia dúzia de anos o meu fanatismo por Trás-os-Montes. Teve de ser. Quando pisei aquelas terras, foi amor à primeira vista. Um amor correspondido. Receberam-me como se fosse um deles. Acho que se eu não fosse madeirense, só podia ser transmontana. Não me vejo noutro registo. Talvez por ser uma terra de gentes que se parecem muito com as gentes da minha terra. Gente que sabe viver e comer como manda a lei. Gente que dá sem estender a outra mão à espera de receber. Gente que partilha tudo o que tem e não faz mais porque não pode. Gente como eu gosto. Gente que honra tradições e costumes. Gente que é gente. Gente que não tem vergonha do que são, nem de onde pertencem. Sem pretensões, são assim só porque sim e porque não sabem ser de outra maneira.
No que toca a iguarias uma pessoa dá em gorda sem se aperceber. É impossível desdenhar a típica alheira de caça e os chouriços e a família toda dos enchidos e eu sei lá mais o quê. Os pastéis de Chaves são de ir às lágrimas. O azeite é tão saboroso que só apetece molhar no pão e lambuzar-me toda. O folar de Valpaços é o pecado em forma de alimento. A feijoada é de comer até de olhos fechados para saber melhor. Lá, tudo é de bradar aos céus. Pensar em Trás-os-Montes e sentir água na boca é tão natural como a nossa sede. O cérebro entra em colapso e abrem-se as portas da imaginação. Devíamos poder fechar os olhos. Pedir. Estalar os dedos. Abrir os olhos. Sentir o peso da alegria e da sua liberdade condicional. Ver que aquilo que estávamos mesmo a precisar, é aquilo que está precisamente diante dos nossos olhos. Para pessoas como eu, bons garfos, bons vivants, este exercício podia repetir-se vezes sem fim. Do "penso logo existo", passávamos para o "penso, logo tenho". E plim, um dia mau podia ser sempre compensado por uma mesa atafulhada de comidas transmontanas.
No reverso da medalha está a Madeira. Linda que só ela. Minha. Imaginá-la é visualizá-la em forma de bolo do caco com manteiga de alho. Consigo viajar mentalmente por tudo aquilo que me faz perder a cabeça à mesa. É a espetada. São os filetes de espada. É carne de vinho e alhos. São as cavalas com molho de vilão. É o milho frito. É o atum. É o pão caseiro de batata doce. São as broas de mel. São as lapas. É a poncha. Tudo isto num bocadinho de terra plantado no oceano atlântico. Agora, imaginem, como é que seria juntar o melhor de duas terras?
Hoje deixo-vos ainda uma pequena nota de reflexão:
A vida devia girar à volta dos pratos. Era simples. As pessoas eram mais felizes. Às vezes pergunto-me se as pessoas que não gostam de comer são felizes. Felizes à séria. Será que levam a felicidade à letra? Uma por uma? É impossível ser-se feliz sem usufruir do prazer que é comer. Há pessoas que comem só porque têm de se aguentar em pé. Não sabem retirar o que há de bom em cada um desses momentos. Numa altura em que somos bombardeados diariamente por programas de culinária na televisão, é difícil não prestarmos atenção a um dos temas que mais une as pessoas. É mesmo o único motivo que faz com que as pessoas se sentem à volta de uma mesa.
Aproveitem e sejam felizes no norte, no centro, no sul, nas ilhas. Não interessa onde. Um bom prato de comida e uma boa conversa são as únicas coisas que precisa para o momento ser perfeito.
Mafalda Ramos







Fotografia: Danny Ivan

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crepes simples




Às vezes sabe bem cozinhar mesmo quando não sabemos muito bem por onde nos aventurar no mundo das sobremesas. Para quem não tem experiência, mas tem muita vontade aqui fica uma ideia fácil e prática (uma vez que o mais provável é ter estes ingredientes todos em casa). Boas aventuras gastronómicas!!!
 
Ingredientes


3 ovos
100g de farinha
200 ml de leite
50 gramas de manteiga derretida
Sal q.b.
Oléo q.b.


Preparação

Parta os ovos para uma tigela e depois de colocar um pouco de sal comece a batê-los. Vá batendo sempre, ao mesmo tempo que vai colocando, lentamente, a farinha, o leite e no final a manteiga derretida.
Se não estiver tão homogénea quanto se espera passe o preparado por um passador. Depois disso, tape com um pano e deixe descansar durante cerca de uma hora.

Leve uma frigideira anti-aderente ao lume e pincele com um pouco de óleo. Quando estiver quente deite sobre ela uma concha de massa de modo a não criar bolhas.
Deixe cozer o crepe em lume médio ate se descolar nas pontas, vire e deixe cozer mais um pouco.
Repita este procedimento para a restante massa. 

Nota: Pincele a frigideira depois de fazer quatro crepes e assim sucessivamente.

Sugestão: Acompanhe com chocolate derretido ou doces variados, se preferir abusar dos doces. No caso de ser "uma pessoa dos salgados" sugerimos uma fatia de fiambre e outra de queijo. Saboroso para um lanche!



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aprenda com a Dra. Analisa: saiba mais sobre o ovo



Apontado como a “bomba” do colesterol, o ovo possui na sua constituição 215mg de colesterol. Uma vez que o consumo diário de colesterol é de 300 mg é verdade que o ovo contém uma elevada quantidade. Contudo, apenas 1/3 desse colesterol é absorvido pelo organismo. O aumento de colesterol no organismo deve-se essencialmente ao consumo de gorduras saturadas presentes em carnes vermelhas, enchidos, fumados, manteiga, leite gordo.
Nutricionalmente, o ovo contém quantidades apreciáveis de vitaminas A, D, E e do complexo B e minerais como o ferro e o fosforo. Além disso, é um alimento rico em proteínas de alto valor biológico.Constatando tal facto passou-se a dar mais importância ao valor nutritivo que apresenta. Além de saboroso é de baixo custo e indispensável em qualquer cozinha. Utilizado tanto em pratos doces como salgados, o ovo pode ser consumido de diversas formas: cozido, mexido, omelete, escalfado.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quiche número 1



Hoje resolvemos fazer uma experiência. Não que seja alto transcende, mas ainda assim foi a nossa primeira quiche. Não poderíamos deixar passar em branco este acontecimento nem quisemos copiar receitas e fora a base e o creme, que são tradicionais, o resto foi pensado por nós. Como já era tarde para nos pormos com grandes invenções usámos a massa quebrada já feita.

Ingredientes
Um rolinho de massa quebrada  
2 dl de natas
2 dl de leite
Queijo ralado
3 ovos
Sal
Uma colher de sopa de farinha
6 fatias de bacon
8 tomates cherry
Um alho francês (somente a parte branca)
Uma lata de cogumelos

Modo de preparação
Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Comece por tirar a massa quebrada do frigorífico e deixe-a cá fora 10 minutos antes de abri-la e coloca-la na forma bem esticadinha. Pique a massa com um garfo. Misture os ovos, as natas, o leite, a farinha e uma pitada de sal a gosto. Mexa bem e acrescente o queijo ralado. Entretanto parta o alho francês bem fininho, pique os cogumelos, parta o bacon aos quadradinhos e os tomates cherry em quatro partes.
Ponha estes ingredientes em cima da massa e acrescente o creme, espalhe para que fique homogéneo. Leve ao forno durante 45 minutos. Acompanhe com salada mista.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tenho uma relação com o meu frigorífico





Uma das piores coisas de voltar para casa dos pais é acordar e ter à mesa um batalhão de comidas que não nos apetece. É como se nos apetecesse carne e hoje fosse peixe para o almoço. Não há volta a dar. É imperativo - tens de comer e pronto. Mesmo depois de ter sonhado com um bife suculento, arroz malandrinho e uma saladinha no cantinho do prato. Não adianta explicar, começa a ecoar, na minha cabeça, qualquer coisa do género "sim, Mafalda, é peixe e dá-te por feliz que hoje não é sopa". Eu gosto de sopa, gosto de peixe, gosto de carne, gosto de tudo. Mas há dias em que a nossa imaginação não comanda aquilo que nos cai no prato. É quando percebemos que por mais criativos e inovadores que tentemos ser quando vivemos sozinhos, não há nada a fazer. Voltar para a casa dos pais é regressar à base, é comer e calar. Até as minhas papilas gustativas sabem quando eu regresso à casa-mãe, não há quem as engane. Por vezes sinto-me invadida pelas saudades do tempero que sempre me habituaram, mas um par de dias é suficiente para colmatar essa falta e o meu paladar volta a pedir outros sabores e texturas.
Há já uns meses que não sou eu a ir ao supermercado e a escolher criteriosamente tudo aquilo que combina com o meu frigorífico. Adoro fazer listas de compras e sou fanática por supermercados. Adoro a liberdade de escolha. Quando estava na faculdade, em época de exames, as horas mais interessantes do meu dia eram passadas no supermercado ou na cozinha. 
Houve uma altura em que fazia uma sondagem do que era mais barato. Ia a três sítios diferentes. Num as latas de atum eram mais baratas, noutro os legumes eram mais em conta e tinham melhor aspecto e ainda havia outro onde se encontravam os preços mais apelativos na secção das carnes. A vida de estudante era isto, tinha de poupar nem que para isso fosse preciso fazer o rally dos mini, super e hipermercados. A coisa tinha era de correr como eu esperava e o orçamento tinha de ser seguido à risca. Mas nem sempre era assim. Ou, pelo menos, a maior parte das vezes a coisa não corria como eu idealizava. O problema de ir aos hipermercados sempre foi o mesmo. É quase impossível irmos com uma lista e não levarmos mais coisas do que pretendíamos. Está claro que o que eu gosto é de variar, experimentar coisas novas e chegar a casa sempre com coisas diferentes. Mas, na verdade, o que eu queria mesmo era surpreender o meu frigorífico, numa tentativa de, toda a nossa relação até à data, não cair na monotonia. A cada ida e vinda do supermercado aquilo que nos unia era cada vez mais forte. Andávamos nesta espécie de amor incondicional. Confesso que, nesta relação, sou eu quem já não sabe viver sem ele. As mulheres são mesmo assim, umas eternas apaixonadas, mesmo que o objecto de amor seja um frigorífico branquinho de 1,75cm.

Mafalda Ramos

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O que não deve faltar na sua cozinha





Estas são algumas das peças básicas que lhe irão dar imenso jeito na cozinha. Pode ter mais ou menos, mas o facto é que com estas já poderá fazer magia.

Utensílios básicos - Deve optar por utensílios em materiais que não risquem ou estraguem os revestimentos anti-aderentes. Os essenciais:  duas ou três colheres de pau, plástico ou silicone, uma espátula, uma pinça comprida para virar coisas nas frigideiras , duas ou três facas de tamanhos diferentes e bem afiadas, uma tesoura de cozinha, uma rolo da massa.
Tachos e panelas - Não há um número exacto obrigatório. O ideal serão dois tachos de tamanhos diferentes, duas panelas, uma caçarola pequena  e duas boas frigideiras anti-aderentes. Se quiser um conjunto ainda mais completo opte por uma wok (à venda no Ikea a um preço bastante acessível) e uma chapa para grelhar saborosos bifes.
Equipamentos - Uma varinha mágica, uma picadora e uma batedeira. Ou numa alternativa mais prática, um equipamento que contemple todas funções. Se gostar de fazer bolos ou sobremesas é muito importante possuir uma balança digital.
Forno - Compre tabuleiros em louça ou pirex. Dois ou três tabuleiros rectangulares de tamanhos diferentes são suficientes.
Se também gosta de fazer bolos, bolachas e sobremesas deve juntar a estes utensílios duas taças plásticas para misturar, uma espátula raspa-tudo, uma forma de bolo sem buraco, outra com chaminé, uma forma de bolo inglês, pelo menos um tabuleiro rectangular e forminhas para queques ou empadas.

Outras coisas indispensáveis para ser o chefe da sua cozinha - Tábuas para cortar alimentos, um copo medidor, um espremedor para citrinos de boa qualidade, um ralador para cenoura e queijo, um saca rolhas, um descascador de vegetais, um pincel de silicone e um escorredor de rede.

Bacalhau à moda da Mafalda







Bacalhau à moda da Mafalda

Ingredientes:
3 postas de bacalhau
7 batatas médias
2 cebolas médias
6 dentes de alho
salsa
azeitonas
azeite

Primeiro passo: Colocar as três postas de bacalhau em água a ferver durante 25 minutos. Quando estiver cozido, desfie e reserve. Segundo passo: Corte as batatas em cubinhos, coloque-as num tabuleiro coberto de azeite. Leve-as ao forno até ficarem cozidas e ligeiramente tostadinhas. No meu forno a gás o processo de cozedura demora cerca de 40 minutos. Terceiro passo: Pique as duas cebolas, os seis dentes de alho e as azeitonas recheadas com pimentos. Nesta receita deitei cerca de 20 azeitonas, mas fica ao critério do gosto de cada pessoa. Junte estes três ingredientes numa frigideira com azeite. Refogue até ficar com aspecto douradinho. Pique a salsa e reserve. Quando estes três passos estiverem concluídos, basta misturá-los todos num recipiente. Depois é só servir e adicionar a salsa na quantidade que desejar. Bom apetite! 

Esta receita dá para quatro pessoas. Mas isso depende sempre da fome de cada um. Repararam que este pitéu não leva sal?! E ninguém dá pela falta dele! A nossa barriga fica bem aconchegadinha, o nosso paladar fica histérico de satisfação e a nossa tensão arterial agradece. 












quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vamos montar uma barraca de farturas em casa



Todos nós sabemos que há coisas que não fazem nada bem, mas isto não nos impede de comê-las e ficar a lamber os beiços depois. E realmente qual seria a vantagem desta vida se não cometêssemos umas loucuras de vez em quando? Não há barracas de farturas todo o ano nem ao virar de qualquer esquina, por isso quando o desejo apelar gordura podem sempre fazer os vossos próprios churros em casa. Esta receita faz-me lembrar as minhas tardes de estudo dos 13 anos em que fazíamos tudo menos estudar e uma dessas coisas era fazer churros.

Ingredientes
2 Chávenas de chá de água
1 Colher de sopa de óleo vegetal
2 Chávenas de chá de farinha de trigo
3 Ovos
2 Colheres de sopa de açúcar
1/2 Colher de chá de fermento em pó

1 Pitada de sal
Canela

Leve a água com o sal e o óleo vegetal ao lume. Quando ferver, junte a farinha e mexa com força com uma colher de pau até obter uma massa homogéneaRetire do lume e deixe arrefecer. 
Acrescente um ovo de cada vez e mexa bemPonha o óleo a aquecer. Se tiver, coloque a massa num saco de pasteleiro. Caso não tenha faça como nos fazíamos nas tardes de estudo, forme as espécies de “cobrinhas”com as próprias mãosFrite dos dois lados e coloque numa travessa. Polvilhe com açúcar e canela misturados ou com açúcar em pó.

Aprenda com a Dra. Analisa: saiba mais sobre o morango




MORANGO
A suculência e a cor vermelha fazem do morango uma fruta extremamente deliciosa, refrescante, muito nutritiva e utilizada nos mais variados pratos. Oferece inúmeros benefícios e muito poucas calorias. É uma fruta com apenas 29 calorias por 100g, rica em cálcio, magnésio, fosforo e potássio, assim como valores apreciáveis de vitamina A e C.
O consumo do morango está associado à prevenção de algumas doenças, como arteriosclerose, excesso de ácido úrico, prisão de ventre, hemorroides, entre outras. Além disso, os morangos são tonificantes, diuréticos e ainda têm efeito laxante.
Um aspeto muito importante é a forma como armazena e higieniza os morangos. Deve conservá-los no frigorífico, de preferência não os armazene cortados, pois há perda de nutrientes. Deve haver uma higienização adequada uma vez que se trata de um fruto rasteiro. Além disso, o morango é um fruto delicado, pelo que o manuseamento deve ser o mínimo possível.

quarta-feira, 27 de junho de 2012




No We love food gostamos de partilhar bons resultados e soluções simples. Hoje mostramos uma solução rápida para uma sobremesa nas suas festas de Verão. A dica foi da Ritz e depois de experimentarmos só podemos partilhá-la porque é deliciosa.
 
Mousse rápida da Ritz

Ingredientes
2 Pacotes de natas bem frescas
1 Pacote de leite condensado
Sumo de dois limões
Raspas de um limão

Preparação
Bata as natas até ficarem consistentes *. Misture o leite condensado. Depois de envolver bem, acrescente o sumo de limão e as raspas. Decore com folhas de ortelã ou fruta da época. Leve ao frigorífico por duas horas, no mínimo.
 
*Importante: as natas devem ter estado no frigorifico, pelo menos, 6 horas antes de batê-las.